terça-feira, 30 de março de 2010
SPM ganha novo status na estrutura do Governo Federal
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) ganhou um novo status na estrutura do Governo Federal. Conforme a Medida Provisória nº 483, publicada no Diário Oficial da União, desta quinta-feira (25/03), a SPM passa a ser "órgão essencial" da Presidência da República. Também altera o nome da SPM, que passa a ser Secretaria de Políticas para as Mulheres, perdendo a palavra “especial”. Os cargos de direção mudam de denominação: em vez de secretária-especial, ministra; secretária-adjunta, secretária executiva; as três subsecretarias (Enfrentamento à Violência Doméstica, Planejamento e Articulação Institucional) agora são secretarias.
Além da SPM, a Controladoria-Geral da União (CGU) e mais três secretarias especiais (Direitos Humanos, Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Portos) passam a integrar os chamados “órgãos essenciais” - definidos na Lei nº 10.683/2003 - que já abrange a Casa Civil, Secretaria-Geral, Secretaria de Relações Institucionais, Secretaria de Comunicação Social, Gabinete Pessoal, Gabinete de Segurança Institucional e Secretaria de Assuntos Estratégicos.
Outra novidade é que os titulares das Secretarias integrarão o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Presidido pelo presidente da República, o CDES tem caráter consultivo, com a atribuição de propor as medidas necessárias para alavancar o crescimento do País.
Leia a íntegra da MP nº 483, de 24 de março de 2010.
Fonte: Secretaria de Políticas para as Mulheres
terça-feira, 23 de março de 2010
Legislação continua a discriminar mulheres em muitos países, aponta Banco Mundial
Nova York (Estados Unidos) - O Banco Mundial lançou nessa quarta-feira o relatório "Mulheres, Negócios e Lei 2010", o primeiro documento do órgão que compara os direitos legais entre mulheres e homens.
Foram avaliadas a diferença de gênero em seis indicadores: acesso à instituições, uso de propriedade, chances de obter trabalho, impostos, construção de crédito e acesso às cortes de Justiça.
128 Países
Dos 128 países analisados, apenas 20 oferecem oportunidades iguais para homens e mulheres. Quatro estão na América Latina: República Dominicana, Peru, Porto Rico e Uruguai. Hong Kong, Canadá, Portugal e Estados Unidos também são alguns dos países onde há igualdade de gênero.
O relatório do Banco Mundial aponta para o reflexo que essas diferenças causam na vida profissional de mulheres pelo mundo. Na República Democrática do Congo, por exemplo, mulheres casadas precisam obter autorização do marido antes de assinar um contrato de trabalho.
Aposentadoria
Nos Emirados Árabes, as mulheres não tem o direito de trabalhar durante a noite. Em outros países, como no Brasil, as mulheres devem se aposentar mais cedo do que os homens.
Segundo o Banco Mundial, a diferença de gênero nas leis trabalhistas algumas vezes tem a intenção de proteger as mulheres. Mas a autora do estudo, Rita Ramalho, disse à Rádio ONU, de Washington, que o efeito acaba sendo o contrário.
"Se as mulheres tem que entrar no período de aposentadoria mais cedo do que os homens, é natural que os empregadores, quando vão promover alguém, prefiram promover a carreira do homem que vai ficar na empresa mais tempo do que a mulher. Apesar de ser uma medida que inicialmente tem a intenção de proteger e dar mais benefícios à mulher, pode na prática tornar a vida da mulher mais difícil e diminuir o rendimento da mulher", explicou.
Segundo Rita Ramalho, o relatório "Mulheres, Negócios e Lei" deverá ser lançado anualmente.
Fonte: Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM)
Ministras do Mercosul e Estados Associados enviam carta à ONU
As ministras responsáveis pelas políticas públicas de gênero nos países que compõem o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e Estados Associados encaminharam na semana passada uma Carta Conjunta da Reunião Especializada da Mulher do Mercosul (REM) ao Secretário-Geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.
Sob a liderança da ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) do Brasil, a carta também foi assinada por Glória Rubin do Paraguai, Carmen Beramendi do Uruguai, e Magdalena Faillace, da Argentina e ministros e ministras de políticas públicas de gênero da Bolívia, Chile e Peru, Estados Associados ao Mercosul.
No documento as ministras agradecem ao Secretário-Geral a aprovação da Resolução A/RES/63/311 pela Assembléia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), em reunião realizada no dia 14 de setembro de 2009, que criou uma nova entidade autônoma para tratar da equidade de gênero e do empoderamento das mulheres.
A entidade terá como objetivo criar uma estrutura mais significativa para a implementação de políticas para as mulheres que deverá garantir presença significativa nos países, movimentando recursos mais ambiciosos para a defesa dos direitos humanos das mulheres em todo o mundo.
Na Assembléia foi definida a missão, a meta, a estrutura organizacional, a fonte de financiamento e a junta executiva responsável pela atividade operacional. Após a aprovação do documento, discussões estão sendo realizadas pelos países-membros da ONU para dar prosseguimento e efetivar a implantação da entidade.
Composição
Organismos já existentes - Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres (UNIFEM), Divisão da ONU para o Avanço das Mulheres (DAW), Escritório de Assessoria Especial para Questões de Gênero (OSAGI) e Instituto Internacional em Pesquisa e Treinamento para o Avanço das Mulheres (INSTRAW) – passarão a compor a entidade criada, bem como, transporão seus os compromissos e bens/ativos para a mesma.
Fonte: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM
sexta-feira, 12 de março de 2010
Presidente Lula anuncia criação do Memorial da Mulher Brasileira
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta segunda-feira (8/3), Dia Internacional da Mulher, a criação do Grupo de Trabalho do Memorial da Mulher Brasileira, iniciativa do governo federal que será coordenada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). Na ocasião a Secretaria e a Petrobras assinaram protocolo de intenções para elaboração do projeto. O anúncio foi feito na Estação da Leopoldina, no Rio de Janeiro.
O Memorial da Mulher Brasileira é um espaço de caráter museológico e documental que deverá ter sede no Rio de Janeiro e abrigará a memória de realizações de brasileiras notáveis na história do país. “O Memorial vai resgatar a trajetória dessas mulheres e sua participação no desenvolvimento econômico, social e cultural da nação brasileira”, destacou a ministra Nilcéa Freire.
Durante o evento na Estação Leopoldina, a Petrobras exibiu uma das Unidades Móveis de Treinamento que percorrerão 23 estados e 638 municípios do país, nos próximos quatro anos, treinando frentistas e, em parceria com a SPM, realizando campanha sobre a igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher e tendo salas de aula adaptadas para funcionar como posto de atendimento a mulheres vítimas de violência.
Fonte: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM
quinta-feira, 11 de março de 2010
Marcha com três mil integrantes marca 100 anos do Dia Internacional da Mulher
Desirèe Luíse,
O 8 de março deste ano marca os cem anos do Dia Internacional da Mulher. Por isso, no Brasil, três mil mulheres começam, nesta segunda-feira (08), uma marcha, que sai de Campinas e chega a São Paulo, no dia 18 deste mês. O ato faz parte da 3ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres, que acontece ao longo de 2010 e conta com a participação de mulheres de todas as Regiões do país, do campo e da cidade.
O lema deste ano é “Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!”. O objetivo da ação é conquistar avanços e melhorias para a vida das mulheres brasileiras, denunciar o capitalismo patriarcal e expressar solidariedade com as mulheres de todo o mundo.
Miriam Nobre, da Marcha Mundial das Mulheres, falou sobre a importância de ações que visam os direitos femininos.
“Nós sabemos que cada vez mais as mulheres sustentam sozinhas suas famílias, e [é preciso] poder decidir a melhor forma de como fazer isso. Quer dizer, tendo empregos com qualidade, com direitos, com salário justo ou então tendo condições de produzir, no caso das mulheres que vivem no campo, das artesãs, das comerciantes. Que elas possam trabalhar em boas condições e viver do seu trabalho.”
A 3ª Ação Internacional será baseada em quatro campos de atuação: autonomia econômica das mulheres, bens comuns e serviços públicos, paz e desmilitarização e violência contra a mulher.
A Marcha Mundial das Mulheres é um movimento feminista internacional que nasceu no ano 2000, a partir de uma mobilização que reuniu mulheres de todo o mundo. Em 2005, a Marcha organizou sua 2ª Ação Internacional para divulgar a proposta de um mundo sem machismo e opressão.
Fonte: Radioagência NP
7 anos em 7 minutos - Nilcéa Freire (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres)
quarta-feira, 10 de março de 2010
Os 100 anos do Dia Internacional da Mulher
A igualdade entre homens e mulheres é um processo em permanente construção. No centenário do Dia Internacional da Mulher, comemorado este ano, devemos celebrar as conquistas e vitórias já alcançadas pela luta feminista. A data oferece uma oportunidade para refletirmos sobre o lugar ocupado pelas mulheres na sociedade ocidental e, principalmente, no Brasil. O movimento feminista conseguiu, no último século, dar visibilidade à luta contra o sexismo, questionando a inferiorização e a subordinação das mulheres, personagens tradicionalmente esquecidas em nossa história.
Especialmente a partir das lutas travadas na década de 70, os direitos das mulheres - de existir com dignidade, de ter uma propriedade, de acesso à educação e ao trabalho, de votar e ser eleita, de participar de espaços de poder e decisão, de ser dona do seu próprio corpo, de viver livre de violência e em igualdade de condições com os homens - foram, em maior ou menor medidas, reconhecidos. Agora, o desafio é garantir que esses direitos fundamentais sejam integralmente vividos e partilhados por todas.
No Brasil, as mulheres já são 51,3% da população. Isso se deve à sobremortalidade masculina adulta, especialmente negra, e à queda nas taxas de mortalidade feminina relacionadas à gravidez, parto e pós-parto. A queda na taxa de fecundidade, por sua vez, vem alterando a taxa de reposição populacional e traz uma profunda transformação na vida das mulheres. Outra mudança, significativa, foi o aumento da participação feminina no mercado de trabalho. No entanto, de acordo com a PNAD/IBGE de 2008, a inserção econômica de 43% das mulheres ocupadas estava em postos de trabalho com menor nível de proteção social e mais vulneráveis.
O trabalho doméstico ainda é a principal ocupação das mulheres, principalmente das mulheres negras. A baixa formalização e a falta de reconhecimento dos direitos dessas trabalhadoras ainda são desafios a serem superados. Elas são responsáveis por uma atividade de importância crucial para toda a sociedade, o trabalho do cuidado e de reprodução das famílias. Aliás, este mesmo trabalho quando executado de forma não-remunerada não é considerado atividade econômica, reforçando a invisibilidade e a desqualificação do trabalho doméstico em nossa sociedade.
De acordo com estudo da Organização Internacional do Trabalho, as mulheres trabalham cinco horas semanais a mais do que os homens. Elas têm uma jornada total semanal de 57,1 horas, contando com 34,8 horas semanais de trabalho e mais 20,9 horas de atividades domésticas. Já os homens têm uma jornada total de 52,3 horas semanais, sendo 42,7 horas de jornada de trabalho e 9,2 horas semanais de atividades domésticas.
Arrumar a casa, cuidar dos filhos e dos idosos devem ser responsabilidades compartilhadas entre homens e mulheres, sob pena de sobrecarregar algum dos lados. E estes devem ser apoiados por políticas de Estado que assegurem, também, as condições para a reprodução da vida. Por isso, as discussões sobre o aumento da licença-maternidade (e da licença paternidade ou parental) e a adoção de ações afirmativas de gênero devem ser consideradas em conjunto pelos governantes e pela sociedade civil.
Apesar dos desafios, registram-se avanços. As mulheres elevaram a taxa de escolaridade e, nos últimos anos, observa-se uma tendência contínua, ainda que lenta, de redução do hiato salarial existente entre trabalhadores e trabalhadoras. Esta conquista deve-se à política de valorização do salário mínimo e às políticas sociais de transferência de renda. Outra vitória são os importantes passos que vem sendo dados, com ampla participação da sociedade, no sentido da erradicação de todas as formas de violência contra as mulheres. Ainda temos elevados percentuais de violência doméstica no país, mas observa-se que uma importante mudança cultural vem sendo operada desde a sanção da Lei Maria da Penha. O Relatório Global do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) classificou esta legislação como uma das três mais avançadas para enfrentamento à violência contra as mulheres no mundo.
Paulatinamente se constituiu uma poderosa narrativa de desconstrução das desigualdades históricas entre homens e mulheres, a partir da denúncia da invisibilidade do trabalho das mulheres no espaço doméstico e do questionamento da sua posição secundária na sociedade. A equidade de gênero tornou-se uma questão de Estado e a formulação das políticas para sua conquista conta com uma forte e ampla participação social. Mas é preciso ter em mente que o princípio de igualdade entre homens e mulheres deve ser compartilhado por toda a sociedade e isso exige a participação de todos e todas em um permanente exercício de respeito a alteridade e de construção da cidadania.
Nilcéa Freire
Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Presidência da República
terça-feira, 9 de março de 2010
Quem fez a notícia em 2010?
Somente 24% das pessoas vistas, ouvidas ou a respeito de quem se lê nas notícias são mulheres. Essa é uma das principais revelações do Projeto Global de Monitoramento de Mídia de 2010 (2010 Global Media Monitoring Project - GMMP). O relatório preliminar foi divulgado em 2 de março de 2010, em um painel de discussões e debates, por ocasião da 54ª sessão da Comissão da ONU sobre a Condição da Mulher, em Nova York.10 de novembro de 2009 foi um dia comum de trabalho para o pessoal das salas de notícias ao redor do mundo. Foi, contudo, um dia especial para grupos voluntários em 130 países em todo o mundo, que estavam debruçados sobre seus jornais de circulação nacional, atentamente ouvindo notícias no rádio e assistindo de perto à televisão local. Com lápis e códigos nas mãos, o objetivo era observar, analisar e documentar achados com relação a indicadores de gênero em notícias, para o Projeto Global de Monitoramento de Mídia - a maior pesquisa e iniciativa mundial de gênero na mídia noticiosa. O propósito do projeto é fazer surgir uma representação de gênero justa e equilibrada na mídia noticiosa.
Os resultados contidos no relatório são preliminares, baseados em uma amostragem de 42 países na África, Ásia, América Latina, no Caribe, nas Ilhas do Pacífico e na Europa. Os resultados incluem 6.902 itens de notícias e 14.044 tópicos de notícias, incluindo pessoas entrevistadas nas notícias.
Edouard Adzotsa, Secretário Geral do Sindicato dos Jornalistas da África Central e Coordenador do GMMP no Congo Brazzaville, observou, durante o monitoramento naquele dia, que "a mídia noticiosa parece servir a interesses masculinos; a atenção às mulheres é extremamente negligente, apesar de as mulheres estarem em maior número, nacionalmente; as mulheres são a vida das comunidades, particularmente em assentamentos informais e em áreas rurais."
Dentre os principais resultados estão:
- 24% das pessoas entrevistadas, ouvidas, vistas ou a respeito de quem se lê em transmissões principais e notícias impressas são mulheres; somente 16% de todas as matérias concentram-se especificamente em mulheres.
- As mulheres quase atingiram a igualdade, ao fornecer opinião em matérias. Entretanto, menos de um dentre cinco especialistas entrevistados é mulher, e homens predominam fortemente como testemunhas e relatores de experiências pessoais em matérias.
- Quase metade (48%) de todas as matérias reforça estereótipos de gênero, enquanto 8% das matérias questionam estereótipos de gênero. As mulheres em noticiários são identificadas por seus relacionamentos familiares (esposa, mãe, filha), cinco vezes mais que os homens.
- Em geral, há bem menos matérias apresentadas por repórteres femininas, do que por repórteres masculinos. Matérias apresentadas por repórteres femininas têm consideravelmente mais focos em temas femininos, do que as matérias apresentadas por repórteres masculinos, e questionam estereótipos de gênero quase duas vezes mais do que matérias de repórteres masculinos.
- O estudo revela, em geral, que as mulheres permanecem extremamente sub-representadas na cobertura de notícias, em comparação com os homens, resultando em notícias que retratam um mundo em que as mulheres são altamente ausentes. A pesquisa também mostra a escassez de visões e opiniões de mulheres, em comparação com perspectivas masculinas, nos principais noticiários.
Abebech Wolde, da Associação Etíope de Mulheres da Mídia e Coordenadora da GMMP, na Etiópia, disse: "Esperamos que nosso estudo a respeito da representação de gênero na mídia seja levado a sério por quem tem o poder nesses veículos."
Uma comparação com os resultados das três últimas edições do GMMP, realizadas a cada cinco anos desde 1995, mostra sinais de mudanças em direção a notícias equilibradas e sensíveis no tocante a gênero. Matérias com temas femininos aumentaram de 17% para 24%, nos últimos 15 anos. A opinião popular em notícias agora chegou quase à igualdade, se comparado com 2005, quando em 66%, a opinião popular era majoritariamente prestada por homens.
Aidan White, Secretário Geral da Federação Internacional de Jornalistas (International Federation of Journalists - IFJ), declarou, na publicação do IFJ denominada "Alcançando o Equilíbrio: Igualdade de Gênero no Jornalismo" ("Getting the Balance Right: Gender Equality in Journalism"), que "um retrato de gênero justo é uma aspiração profissional e ética, similar ao respeito por precisão, justiça e honestidade".
O Projeto Global de Monitoramento de Mídia é coordenado pela Associação Mundial para a Comunicação Cristã (World Association for Christian Communication - WACC), uma ONG internacional com escritórios no Canadá e no Reino Unido, que promove comunicação em prol de mudanças sociais, em colaboração com o analista de dados Media Monitoring Africa, da África do Sul. A Gender Links, também sediada na África do Sul, forneceu assessoria para o aprimoramento das ferramentas de monitoramento e da metodologia. Os voluntários que participaram do dia do monitoramento incluem ativistas das áreas de gênero e mídia, grupos de comunicação de base, pesquisadores/as universitários/as e estudantes de comunicação, profissionais de mídia, associações de jornalistas, redes de mídia alternativas e grupos religiosos. O projeto é apoiado pelo Unifem - Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher.
O relatório preliminar está disponível em inglês em http://www.whomakesthenews.org/
Sumários executivos estão disponíveis em inglês, francês e espanhol. Relatórios globais, regionais e nacionais finais serão publicados em setembro de 2010.
No Brasil, a coordenação ficou a cargo de Sandra Duarte de Souza (Universidade Metodista) e Vera Vieira (Rede Mulher de Educação e Associação Mulheres pela Paz). Em breve, será divulgado um artigo específico sobre o relatório brasileiro, que não foge aos resultados mundiais.
Fonte: WACC - World Association for Christian Communication
Tradução: Luana Yoko Vieira Komatsu
Fonte: Instituto Patrícia Galvão
Dilma garante que não vai permitir retrocessos na Lei Maria da Penha
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, garantiu que não será permitido qualquer retrocesso na chamada Maria da Penha Entenda o assunto, que instituiu penas especiais para a violência contra as mulheres. "Temos que promover um combate sem quartel à violência contra a mulher", disse a ministra, que participou da entrega do diploma Bertha Lutz Entenda o assunto de homenagem ao Dia Internacional da Mulher, em sessão do Congresso Nacional.
Dilma Rousseff citou a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, que declarou serem as mulheres obrigadas a produzir o dobro que os homens produzem, como única forma de serem respeitadas profissionalmente. "Eu diria mais, diria que a mulher tem que produzir o triplo para ser reconhecida." A ministra disse que a jornada da mulher começa mais cedo e termina mais tarde, que a mulher é a primeira a despertar e a última a repousar, e que muitas vezes os filhos ficam em casa sem os cuidados adequados.
- Trazemos a vida em nosso ventre. E se isso nos faz diferentes, não pode, de forma alguma, nos fazer desiguais - acrescentou.
A ministra-chefe da Casa Civil relacionou várias medidas em defesa da mulher e da família que atribui ao governo Luiz Inácio Lula da Silva: o dinheiro do Bolsa Família é entregue diretamente às mulheres; os títulos de propriedade do programa Minha Casa Minha Vida são também emitidos em nome das mulheres; igualmente, as terras distribuídas em assentamentos para agricultura família são em nome das mulheres. E acrescentou:
- O programa Luz para Todos acabou com o drama da lata d'água na cabeça, ao permitir que se bombeie água para as casas mais pobres; o mesmo programa permite o uso da máquina de costura, da máquina de lavar, da geladeira, o que torna a vida menos penosa.
Fonte: Cezar Motta / Agência Senado
Parlamentares defendem mulher na disputa eleitoral
Na solenidade realizada hoje, Dilma ouviu parlamentares defenderem a candidatura de uma mulher e se queixarem que o atacante Adriano teria batido na namorada Joana Machado. As parlamentares também reclamaram que o goleiro Bruno saiu em defesa do colega de time - ele questionou: "Quem nunca brigou ou até saiu na mão com a mulher?" O goleiro, depois, pediu desculpas pela declaração. "Adriano e Bruno, não façam mais isso", disse a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), sem cobrar punição.
Em discurso, Dilma evitou a polêmica envolvendo os flamenguistas e aproveitou para expor, de forma discreta, sua plataforma de campanha para o eleitorado feminino. A ministra avaliou que as mulheres são aptas a assumir postos importantes no jogo político e na administração pública porque são "sensíveis", "práticas" e "sensatas". "Elas são fortes e não se curvam à dor, são corajosas", afirmou. "Sempre me perguntam se uma mulher está preparada para assumir a Presidência da República. Eu respondo que o Brasil está preparado para ter uma mulher presidente e as mulheres estão preparadas."
Sentada à mesa ao lado do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), Dilma informou que o governo incluirá no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, que será lançado dia 29, a meta de construir seis mil creches nos próximos três anos. A ministra reconheceu que as 1.788 creches construídas pelo atual governo não atendem a grande demanda.
Ela defendeu maior atenção às grávidas. "A maternidade é usada para desqualificar a mulher", afirmou. "Devemos proteger as mulheres grávidas e seus filhos." No momento, está em tramitação na Câmara uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que torna obrigatória a licença maternidade de seis meses. Ao comentar sobre a violência contra mulheres, Dilma disse que o governo não estuda qualquer alteração na Lei Maria da Penha, que prevê punições para agressores de mulheres.
Fonte: Estadão
Dilma diz que Brasil está preparado para ter mulher presidente

No Dia Internacional da Mulher, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira que o Brasil está preparado para ter uma mulher presidente e que as mulheres também estão capacitadas para chefiar a nação.
"Muitas vezes me perguntam se o Brasil está preparado para ter uma mulher presidenta. Eu digo a vocês que não só o Brasil está preparado, mas as mulheres estão preparadas", afirmou Dilma em discurso para uma plateia formada em sua maioria por mulheres em evento no Rio de Janeiro.
O discurso de Dilma, pré-candidata do PT à Presidência, foi interrompido algumas vezes pela plateia, que gritou "Dilma presidente".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou depois da ministra e alertou que ela pode ser vítima de preconceito de uma sociedade machista. Porém, ele considera que as mulheres estão habilitadas a comandar o país.
"Acho que eu não poderia dar uma demonstração de apreço mais forte pela luta das mulheres desse país do que indicar ao meu partido e aos meus aliados para me substituir nada mais nada menos do que uma mulher presidente, uma mulher de luta e que já provou do que ela é capaz", disse Lula.
"Preparem-se porque o preconceito continua e contra a mulher ainda é muito forte. Certamente uma sociedade machista como a nossa ainda não está 100 por cento preparada para ver uma mulher prefeita e presidente da República...Se uma mulher é capaz de parir um político, por que também não é capaz de parir uma administração mais competente do que o político que ela conseguiu colocar no mundo?".
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)
Fonte: Reuters
Hillary defende direito ao aborto em encontro em SP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil Dilma Rousseff recebem a secretária de Estado americana Hillary Clinton em Brasília.A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o aborto é algo "que precisa ser pensado" no Brasil. Durante uma sessão de perguntas e respostas na noite desta quarta-feira (3) com alunos da Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, a chefe da diplomacia do governo Barack Obama também defendeu cotas para os negros nas universidades e criticou a falta de liberdade na Venezuela.
O encontro começou cerca de 20h30 e foi mediado pelos jornalistas William Waack e Maria Beltrão, do grupo Globo. O centro de ensino universitário é voltado à inclusão dos afro-descendentes. Segundo a faculdade, 90% de seus alunos se autodeclaram negros.
Ao falar sobre o aborto, Hillary disse ter percebido, numa visita que fez ao Brasil nos anos 90, que o direito à Saúde é negado às mulheres pobres.
- Quando fui a um hospital aqui, o médico me disse. 'Metade deste hospital é feliz e metade é triste. Metade é feliz porque as mulheres estão tendo bebês, metade é triste porque estão sendo tratadas de aborto ilegal'.
Com uma plateia repleta de estudantes, mas também de representantes de ONGs e movimentos sociais, Hillary se mostrou simpática todo o tempo. Ele até deu um autógrafo a uma das alunas e foi paparicada por um dos presentes.
Um dos aluno disse que, para ele, Hillary é "o cara", em referência à frase de Obama dirigida a Lula no ano passado. A secretária de Estado agradeceu o elogio:
- Me sinto honrada em ser o cara honorário.
Em relação à "OEA latina", como vem sendo chamado o novo grupo fundado na última semana no México que reúne os países da América Latina e do Caribe mas que exclui Canadá e EUA, ela disse que os EUA também têm sua própria turma ao citar o Nafta (EUA, México e Canadá). Ela disse que os americanos não veem a nova organização como um problema.
Hillary defendeu ainda que é preciso ter mais intercâmbio entre Brasil e EUA.
- O Brasil e os EUA são os dois países que mais se parecem no mundo. Nós somos grandes, dinâmicos e a maior parte de nós é feliz. Nós somos dois países que temos muito em comum e temos de crescer juntos.
Cotas e visita de Obama
Hillary defendeu, também, cotas para os negros nas universidades. Segundo a a secretária de Estado americana, essa política foi adotada pelos EUA no passado e foi por razões como essa que hoje o país tem um presidente negro como Obama.
- Me foi dito que mais de 50% dos brasileiros são negros, mas apenas 2% dos estudantes nas universidades são afro-descendentes.
Segundo Hillary, "algumas medidas devem ser tomadas para que esses estudantes tenham sucesso". Ela disse que "o talento é universal, mas as oportunidades não".
A secretária de Estado voltou a defender a posição dos EUA contra o programa nuclear do Irã e, obviamente, foi questionada por um dos presentes sobre quando o presidente americano virá ao Brasil:
- Eu posso lhes dizer que o presidente Obama está sendo muito convidado para vir ao Brasil. O presidente Lula disse a mesma coisa, você está fazendo o mesmo convite. Eu vou lhe comunicar esse convite.
Hillary ainda respondeu a perguntas sobre temas como o livre-comércio, a ação afirmativa, o sexismo e a responsabilidade social das empresas.
A visita ao centro universitário foi a única atividade não governamental realizada por Hillary em sua visita de dois dias ao país. A chefe da diplomacia americana passou antes pelo Uruguai, Argentina e Chile. Antes de retornar a Washington, Hillary visita a Costa Rica.
A viagem de Hillary é uma preparação da visita que presidente americano, Obama, deve fazer ao Brasil neste ano, e incluiu também paradas no Uruguai, Argentina e Chile.
Fonte: Portal R7
Ministra Nilcéa Freire agradece trabalho em prol da mulher brasileira
Neste 8 de março, centenário do Dia Internacional da Mulher, a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, disponibiliza na página da Secretaria, uma mensagem para download em que agradece o trabalho conjunto realizado todos os dias para melhorar a qualidade de vida das mulheres brasileiras. “Vocês se lembram, como eu, daquele 8 de março em que cunhamos a frase ‘Políticas para as Mulheres, compromisso de todos os dias’. Isso tem sido o que temos feito a cada mês, a cada ano e, neste dia, podemos dizer com alegria que conquistamos ao longo desses anos mais autonomia, mais cidadania e que, certamente, estamos reduzindo os índices de violência a que estão submetidas as mulheres brasileiras”, afirma Nilcéa Freire.
SPM faz balanço de políticas para as mulheres
O lema “Mais autonomia, mais cidadania e menos violência para as mulheres brasileiras" utilizado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) nas comemorações do centenário do Dia Internacional da Mulher – 8 de março - tem como objetivo mostrar que quanto mais autonomia e mais cidadania as mulheres conquistam, mais fácil é a ruptura do ciclo de violência que acontece por meio do pleno acesso das mulheres aos seus direitos.
Desde que foi criada, em 2003, a SPM articulou a promulgação de 46 novos instrumentos normativos em benefício das mulheres brasileiras, com destaque para a Lei Maria da Penha, a ampliação da licença-maternidade para 180 dias e a minirreforma eleitoral.
Nas ações de prevenção e enfrentamento à violência, destaca-se o número de atendimentos realizados pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 – 923.878 atendimentos – e o crescimento de 179% da Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência.
Hoje, existem 68 casas-abrigo, 146 centros de referência, 56 Núcleos de Atendimentos Especializados da Defensoria Pública, 475 delegacias ou postos especializados de atendimento às mulheres, 147 juizados especializados ou varas adaptadas de violência doméstica e familiar contra a mulher, 19 núcleos de ministérios públicos estaduais especializados em violência, oito núcleos de enfrentamento ao tráfico de pessoas e sete serviços de responsabilização do agressor.
Acesse aqui a íntegra do documento ‘Políticas para as Mulheres em Números’
Lula lacra cLula lacra cápsula do tempo com relatório sobre situação atual da mulher para ser lido daqui a 50 anos
O objetivo da cápsula do tempo é servir de documento histórico para que as pessoas, no futuro, conheçam a situação atual da mulher no Brasil e possam comparar se houve avanços na igualdade de gênero no país.
A cápsula ficará sob a guarda do Arquivo Nacional e será exposta, posteriormente, no futuro Memorial da Mulher Brasileira.
"Essa cápsula vai ficar lá no Memorial da Mulher Brasileira, assim que ele for inaugurado, para que nós possamos nos lembrar que, a cada dia, construímos um pedaço a mais da nossa história", disse a ministra Nilcéa Freire.
Fonte:
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
SPM apóia MDS na implantação de Comitê de Políticas para as mulheres
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) lança, às 17h, desta segunda feira (8/3), o Comitê de Políticas para as Mulheres e de Gênero, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. O evento acontece no Auditório térreo, bloco A, Esplanada dos Ministérios.
A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) e tem como meta promover e incentivar as discussões sobre as questões de gênero na formulação e implementação das políticas coordenadas pelo MDS em parceira com outros órgãos do governo.
A implantação do comitê visa enfrentar a exclusão e violação dos direitos das mulheres por meio de ações como a capacitação de 8,5 mil profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS). O objetivo é que eles estejam aptos a ajudar na divulgação de campanhas de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, e em aspectos legais como a Lei Maria da Penha, alcançando o maior número possível de beneficiárias do Programa Bolsa Família.
Fonte: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM
segunda-feira, 8 de março de 2010
Mulheres já compram 42% dos novos carros no Brasil
Além disso, elas influenciam em metade das aquisições feitas pelos homens. Com tanto poder de fogo, as mulheres recebem atenção especial das fabricantes. Na última década, foram desenvolvidos vários itens dirigidos a esse público, como tecidos de bancos que não desfiam roupas, maçanetas que protegem as unhas e porta-objetos.
Pesquisa feita ao longo dos últimos três anos, que acaba de ser concluída pela Renault do Brasil, mostra que a preferência das mulheres está cada vez mais próxima da dos homens no que se refere ao automóvel. "Apesar de algumas necessidades específicas, os critérios de compra estão muito próximos aos do homem", afirma Maristela Castanho, diretora de produto da empresa. Foram ouvidas cerca de 7 mil pessoas em vários Estados.
Nos critérios de compra, 43% das mulheres apontam o preço como o mais importante, resposta escolhida por 38% dos homens. Conforto vem na sequência para 32% do público feminino e 28% do masculino. Consumo e estilo externo estão quase empatados, com cerca de 28% e 27% das preferências, respectivamente. Já o espaço interno é mais valorizado pelas mulheres, enquanto valor de revenda e robustez têm mais pontos entre os homens.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
Mulher não está no topo do mercado de trabalho porque não quer, diz psicóloga
Livro usa estatísticas para afirmar que elas optam por carreiras e vidas de menores fortunas e, mesmo assim, são mais realizadas que os homens
por Mariana Lucena
Na última lista de pessoas mais ricas do mundo publicada pela revista Forbes, apenas três mulheres apareciam entre 25 bilionários. Destas, duas herdaram suas fortunas dos pais e uma se casou bem, muito bem. Mesmo na lista das 20 mulheres mais afortunadas do planeta, também da Forbes, encontramos somente uma que subiu socialmente por conta de sua profissão. Até entre as que não estão no topo, a diferença grita: em geral, a média de seus salários é 85% dos salários masculinos. Por outro lado, levantamentos nos Estados Unidos, Japão, Coréia, Suíça, Suécia, Inglaterra e Canadá, mostram que elas ganham com folga na escala de satisfação profissional. Como isso é possível? A psicóloga canadense Susan Pinker acredita ter decifrado parte da resposta: e ela está – literalmente - inscrita no corpo da mulher.
Em seu livro "O Paradoxo Sexual: hormônios, genes e carreira", lançado recentemente no Brasil, Susan disseca o organismo, a mente e o DNA femininos para mostrar por que elas simplesmente optam por carreiras e vidas de menores fortunas - e, ainda assim, são mais realizadas do que os homens. “Durante a última década, houve uma mudança na economia, de um foco exclusivo na aferição de riquezas para uma análise do que impulsiona a longevidade, a satisfação e a felicidade”, escreve Susan em seu livro.
Como apontam várias pesquisas, não é mais possível explicar as diferenças de salário com a falta de oportunidades. No Brasil, por exemplo, o tempo médio de estudo das mulheres já é superior ao dos homens e, nos Estados Unidos, as mulheres ocupam 58% das vagas nas universidades. Ora, se elas têm acesso às mesmas oportunidades e são tão inteligentes quanto eles, por que, afinal, ainda ocupam cargos mais baixos? A resposta de Susan é: escolha.
Quer um argumento estatístico? Nas grandes corporações americanas, 89% dos profissionais que optam por trabalhar horas reduzidas são mulheres. E cerca de 60% das mulheres talentosas recusam promoções ou assumem colocações com remuneração inferior para garantir a flexibilidade ou um propósito social em suas vidas profissionais. A canadense Sandra*, personagem real do livro de Susan, é um exemplo. Advogada bem-sucedida e dona de um excelente guarda-roupa, abandonou 12 anos de rotinas de 14 horas de trabalho para dedicar-se mais aos dois filhos. “Pensei que o trabalho fosse um lugar em que você pudesse se realizar. Mas era ingênua. O trabalho é somente trabalho”, conta.
Segundo Susan, histórias como a de Sandra acontecem porque a biologia da mulher a impulsiona para atividades diferentes – e até para o equilíbrio. “A captação de imagens cerebrais e a neuroendocrinologia revelaram muitas das redes de comunicação biológicas que estão por trás dos desejos das mães estarem com seus bebês”, diz. “A amamentação, em particular, libera hormônios e neurotransmissores que induzem a euforia nas mães”.
E elas gozam, naturalmente, das vantagens por serem menos radicais. “As mulheres são mais saudáveis do que os homens e têm expectativa de vida maior. E a tendência das mulheres de demonstrar empatia e de estabelecer vínculos com as outras pessoas lhes conferem benefícios cognitivos, assim como vantagens de saúde”. Mesmo quando uma mulher cuida de qualquer outra pessoa que não seu filho, explica a pesquisadora, esse ato libera hormônios que diminuem o estresse. Isso explicaria os grandes números de mulheres voluntárias no mundo todo – só no Canadá, elas são 90% de todo o voluntariado do país.
A hipótese do gênero de baunilha
Esperar que as mulheres estivessem hoje exatamente nas posições antes tomadas pelos homens é o que Susan chama de “hipótese do gênero de baunilha”, ou seja, a hipótese de que a mulher é apenas uma variação do homem, quando ela é, de fato, diferente.
As diferenças fundamentais estão desde fenômenos biológicos que atraem a mulher para o lar e para rotinas menos puxadas, como a amamentação, até diferenças genéticas como a maior disposição masculina ao risco, ou maior variação na escala de QI. Segundo uma pesquisa feita com escoceses, a média dos QIs das mulheres e dos homens é praticamente igual, mas há um número superior de homens nas escalas mais altas e nas mais baixas de QI. Para a pesquisadora, isso significa que é muito mais fácil encontrar um Einstein ou uma pessoa limitada no universo masculino e que as mulheres são, em geral, muito mais estáveis que os homens. “Enquanto isso, um apetite aumentado pela competição e pela ousadia leva alguns meninos e homens a feitos espetaculares – e, outros, a taxas tragicamente elevadas de acidentes e suicídios”.
O problema da hipótese do gênero baunilha é não entender que existem, na verdade, mais de uma maneira de ser bem-sucedido. “Tudo o que estivesse relacionado ao modelo masculino de sucesso era antes considerado mais valorizado”, diz a pesquisadora. “Mas tanto o perfil típico masculino quanto o perfil típico feminino – e todas as gradações entre eles – possuem virtudes que os tornam defensáveis. Nenhum deles é melhor ou pior, ou é mais precioso para a sociedade”.
Como apontado no início desta matéria, sim, as mulheres ainda ganham menos que os homens. Mas esses dados não retratam, de maneira alguma, a derrota do feminismo. Pelo contrário, eles mostram o surgimento de um novo tipo de feminismo. “Em vez de evidenciar preconceitos ocultos, algumas assimetrias de gênero no local de trabalho são indícios de uma sociedade livre e esclarecida – em que os indivíduos são capazes de fazer suas próprias escolhas”, diz Susan. Inclusive se essas escolhas incluírem (por que não?) ser um pouquinho mais à moda antiga.
* nome fictício
Fonte: Revista Galileu
Pela primeira vez uma mulher ganha o Oscar de melhor direção
Kathryn Bigelow ganhou o prêmio por 'Guerra ao Terror'.
Ela concorreu com o ex-marido James Cameron, diretor de "Avatar".
A cineasta Kathryn Bigelow, responsável por "Guerra ao Terror", fez história ao vencer na noite deste domingo (7) o Oscar de Melhor Direção, conferido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.
Bigelow, a primeira mulher a conquistar o Oscar de Melhor Direção, sempre foi considerada uma das favoritas à estatueta, ao lado de seu ex-marido James Cameron, diretor de "Avatar". O filme dirigido por Bigelow, "Guerra ao Terror", venceu o prêmio máximo da categoria.
Também concorriam na categoria Quentin Tarantino, por "Bastardos Inglórios", Lee Daniels, por "Preciosa - Uma História de Esperança", e Jason Reitman, por "Amor Sem Escalas".
A ex-mulher de James Cameron conseguiu com "Guerra ao Terror" seu maior sucesso artístico, o que não se repetiu no lado comercial, já que outros trabalhos como "Caçadores de Emoção" (1991), com Keanu Reeves e Patrick Swayze, tiveram uma arrecadação muito maior que os US$ 13 milhões que seu filme mais recente abocanhou até agora em território americano.
Na disputa direta com o ex-marido, Bigelow já vinha levando a melhor, com as estatuetas de Melhor Direção da Academia de Cinema e Televisão britânica (Bafta), dos Sindicatos de Produtores e Diretores dos EUA e do Critic's Choice, a maior associação americana de críticos.
Além disso, conquistou o prêmio das associações de críticos de Austin, Boston, Chicago, Nova York, Kansas City, Las Vegas, Los Angeles, San Francisco e Santa Bárbara.
Fonte: G1.com.br
Mulheres têm mais estudo, mas ainda ganham menos que homens, diz IBGE
Proporção de trabalhadoras com carteira assinada também é inferior.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (8) a pesquisa “Mulher no Mercado de Trabalho: Perguntas e Respostas”, feita com base em dados da Pesquisa Mensal do Emprego de 2009. Ela mostra que as mulheres continuam a ganhar menos que os homens, apesar de ganharem no quesito escolaridade.
Enquanto os homens receberam em média R$ 1.518,31, elas ganharam R$ 1.097,93 no ano passado. Para que o salário das mulheres se iguale ao dos homens, o rendimento das trabalhadoras precisa subir 38,3%, apesar de a pesquisa mostrar que essa diferença vem diminuindo.
Segundo o IBGE, essa discrepância leva em conta a comparação de pessoas de mesma escolaridade, que exercem atividades semelhantes. “Tanto para as pessoas que possuíam 11 anos ou mais de estudo quanto para as que tinham curso superior completo, os rendimentos da população masculina eram superiores aos da feminina”, informa o instituto.
Ainda de acordo com o IBGE, enquanto 61,2% das trabalhadoras tinham 11 anos ou mais de estudo, ou seja, pelo menos o ensino médio completo, para os homens este percentual era de 53,2%.
Setores
No caso dos trabalhadores e trabalhadoras do comércio, por exemplo, a diferença de rendimento para a escolaridade de 11 anos ou mais de estudo é de R$ 616,80 a mais para os homens. Quando a comparação é feita para o nível superior, os trabalhadores do sexo masculino recebem R$ 1.653,70 a mais.
A exceção fica para exemplos como o setor de construção, em que as mulheres com 11 anos ou mais de estudo têm rendimento ligeiramente superior ao dos homens com a mesma escolaridade: elas recebem, em média, R$ 2.007,80, contra R$ 1.917,20 dos homens.
Carteira assinada
Em 2009, aproximadamente 35,5% das mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho como empregadas com carteira de trabalho assinada, percentual inferior ao observado na distribuição masculina (43,9%).
As mulheres empregadas sem carteira e trabalhando por conta própria correspondiam a 30,9%. Entre os homens, este percentual era de 40%. Já o percentual de mulheres empregadoras era de 3,6%, pouco mais da metade do percentual verificado na população masculina (7,0%).
Fonte: G1.com.br
Mulheres são apenas 5% entre presidentes de companhias, diz pesquisa
Segundo a pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo WEF, para coincidir com o Dia Internacional da Mulher, as empresas brasileiras estariam entre as que têm mais mulheres como presidentes (11%), atrás somente das grandes companhias de Finlândia (13%), Noruega (12%) e Turquia (12%).
Em 11 dos países pesquisados (Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Grécia, Índia, México, Holanda, República Tcheca e Suíça) nenhuma das empresas que responderam à pesquisa são chefiadas por mulheres.
Os Estados Unidos, por outro lado, aparecem como o país com o maior índice de mulheres empregadas nessas empresas em todos os níveis (52%), seguidos por Espanha (48%), Canadá (46%) e Finlândia (44%).
Na outra ponta, entre os países com o menor índice de mulheres empregadas nas grandes empresas estão Índia (23%), Japão (24%), Turquia (26%) e Áustria (29%).
O Brasil aparece em uma posição intermediária, com 35% de mulheres empregadas nas grandes empresas.
Importância
A pesquisa ouviu 600 responsáveis pelos setores de recursos humanos em grandes empresas de 20 países.
O alvo inicial da pesquisa eram os 30 países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mais Brasil, China, Índia e Rússia.
Foram enviados questionários para as cem maiores empresas de cada país, em 16 áreas de atuação diferentes.
Na compilação dos dados, foram considerados apenas os países com um número de questionários respondidos superior a 20, com exceção de Canadá, Estados Unidos e Grã-Bretanha, que tiveram entre 15 e 20 respostas, mas foram incluídos por sua importância econômica.
Segundo os responsáveis pela pesquisa, os dados mostram que as grandes companhias do mundo não estão sendo capazes de aproveitar ao máximo os talentos de sua força de trabalho do sexo feminino.
Dificuldades
De acordo com o relatório Corporate Gender Gap (Diferença de Gênero Corporativo), as mulheres ainda estão tendo dificuldades para chegar ao topo na hierarquia das empresas.
Para o WEF, as grandes empresas precisam fazer mais para treinar e utilizar seus talentos do sexo feminino.
“Enquanto um certo grupo de companhias na Escandinávia, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha são de fato líderes na integração das mulheres, a ideia de que muitas corporações se tornaram balanceadas em gênero ou amigáveis às mulheres ainda é um mito”, afirma Saadia Zahidi, uma das co-autoras do relatório.
A maioria das empresas que responderam aos questionários culparam práticas tradicionais, “a cultura corporativa masculina ou patriarcal” e “a falta de modelos” pelo fato de as mulheres terem mais dificuldades para subir na carreira.
“As mulheres são a metade da base potencial de talentos em todo o mundo e, por isso, ao longo do tempo, a competitividade do país depende significativamente de 'se' e como educa e utiliza seus talentos do sexo feminino”, afirma o fundador e presidente do WEF, Klaus Schwab.
Setores
O setor de serviços é o que emprega a maior porcentagem de mulheres, segundo a pesquisa.
Dentro dessa área, os setores com a maior proporção de mulheres são os de serviços financeiros e seguros (60%), serviços profissionais (56%) e indústria de mídia e entretenimento (42%).
Setores vistos mais tradicionalmente como “masculinos” têm naturalmente a menor proporção de empregadas do sexo feminino, como o setor automotivo (18% de mulheres entre os empregados), de mineração (18%) e agricultura (21%).
O relatório também ressaltou a diferença no nível de salários entre os gêneros.
Segundo a pesquisa, 72% das empresas não têm nenhuma política para eliminar as diferenças salariais entre homens e mulheres.
Dos países pesquisados, apenas Brasil e México não adotaram políticas de Estado para tentar combater o problema.
Esta é a primeira vez que o Fórum Econômico Mundial publica a pesquisa sobre igualdade de gêneros nas corporações. A organização já publica anualmente, desde 2006, um estudo sobre igualdade entre os sexos em todos os níveis da sociedade.
Na última pesquisa anual, o Brasil aparecia na 82ª posição em um ranking com 136 países.
Fonte: BBC Brasil
Comemoração do Dia Internacional da Mulher tem transmissão ao vivo
O evento que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) realiza nesta segunda-feira (8/3), no Rio de Janeiro, para comemorar o Centenário do Dia Internacional da Mulher, será transmitido ao vivo, a partir de 17h, pelo Canal NBR. No horário acontece um ato solene com a presença do Presidente da Republica, Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da SPM, Nilcéa Freire, ministros de diversas pastas e autoridades locais como o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes.
O evento acontece na Estação Ferroviária Barão de Mauá – Leopoldina e tem início às 11h. Com o lema “Mais autonomia, mais cidadania e menos violência para as mulheres brasileiras" a programação inclui exposições, exibição de vídeos e shows. A iniciativa é realizada em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Ministério da Justiça e o Ministério da Saúde.
Para sintonizar o Canal NBR acesse http://www.ebc.com.br/canais/tv-brasil/como-sintonizar
Fonte: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM
quinta-feira, 4 de março de 2010
Novo presidente uruguaio defende mais mulheres no poder
Em seu discurso de posse, no dia 28 de fevereiro, o presidente José Pepe Mujica fala sobre a participação de mulheres no poder
Eleito com 52,3% dos votos, em novembro passado, pela Frente Ampla, organização que reúne entidades esquerdistas, José Pepe Mujica foi empossado o 52º presidente uruguaio, no dia 28 de fevereiro, em Montevidéu. Em seu discurso, o novo presidente, que combateu a ditadura militar e ficou preso por 14 anos, defendeu a maior presença de mulheres no poder.
O presidente Mujica é casado com a senadora eleita Lucia Topolansky, que também resistiu à ditadura uruguaia, que durou de 1973 a 1985. Em seu discurso de posse, referindo-se ao Brasil, Mujica defendeu a eleição de uma mulher. “Ultimamente, eu tenho gostado das mulheres no poder”, afirmou o presidente uruguaio.
Fonte: www.observatoriodegenero.gov.br
